O ministro da Fazenda, Guido Mantega, minimizou na noite de terça-feira a recente valorização do real frente ao dólar, movimento que considera passageiro e, por isso, não trará prejuízos à economia. Ele acrescentou que o Banco Central continuará a comprar dólares no mercado para incrementar as reservas internacionais. Mantega garantiu que o governo não faz e nem fará intervenções e descartou qualquer medida de controle de capitais.
"Eu acredito que isso (valorização do real) é passageiro, não é coisa definitiva, de modo que não vai causar maiores prejuízos para a economia", disse Mantega, após reunião da equipe econômica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir, segundo declarou o ministro, "o quadro econômico do País".
"Hoje nós já temos US$ 92 bilhões de reservas, então continuaremos comprando reservas, tomando as medidas que são possíveis e mesmo baixando as taxas de juros."
O ministro acrescentou que preferia um câmbio menos valorizado:
"Eu preferia que o câmbio tivesse num outro patamar, que o real estivesse menos valorizado. Isso ajudaria a produção interna."
De acordo com o ministro, o câmbio está estável num patamar de R$ 2,15 e a queda do dólar nos últimos dias reflete maior segurança na economia brasileira e bons sinais do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
A perspectiva de que o juro dos EUA permaneça inalterado tem criado um cenário favorável para países como o Brasil, já que taxas mais altas na maior economia do mundo poderiam tornar menos atrativos os ativos de países emergentes.
Na terça-feira, tanto o dólar quanto o risco-país registraram níveis históricos de baixa. Enquanto a moeda norte-americana encerrou no menor nível desde maio do ano passado, vendida a R$ 2,085, o risco chegou a cair para 177 pontos-base sobre os Treasuries pela manhã.
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