quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Reforma tributária e corte de juros são desafios da economia brasileira

Promover as reformas tributárias que permitam uma queda nas taxas de juros e impulsionar os investimentos são os principais desafios enfrentados pela economia brasileira, segundo explicou hoje o economista Luciano Coutinho, um dos assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Coutinho dividiu uma conferência na Casa da América de Madri na qual assegurou que é necessário promover uma reforma econômica global para manter um crescimento estável da economia brasileira, (na primeira legislatura cresceu 2,5% em meia).

A queda dos juros, explicou Coutinho, representaria uma mudança na política macroeconômica que permitiria à economia crescer mais, além disso, considerou necessário "que os investimentos cresçam, especialmente as do setor privado" para que se possa sustentar o crescimento "sobre uma base segura".

Segundo explicou, nos últimos três anos a economia brasileira experimentou uma "melhora extraordinária devido sobretudo a um aumento muito forte das exportações" (soja, minerais, siderurgia, celulose e agricultura, principalmente).

Isto gerou um "grande superávit que permitiu ao Governo reduzir sua dívida externa", mas a política monetária "se manteve conservadora para manter a inflação", com taxas de juros "muito altas".

Segundo ele, as taxas de juros "estão superdimensionadas", por isso considerou "urgente" contê-las, já que em caso de haver uma mudança propícia no panorama econômico internacional, no câmbio atual não pode acontecer "um equilíbrio a longo prazo" da economia.

Na sua opinião, "o banco central teria que intervir para que houvesse mais competitividade" e apostou em alguns "ajustes globais e políticas menos ortodoxas para induzir a recuperação".

Para cumprir este objetivo, Coutinho lembrou que o Governo iniciou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que prevê reformas em matéria fiscal e investimentos públicos e do setor privado de cerca de US$ 220 bilhões até 2010, direcionadas a acelerar o crescimento do país.

Coutinho deu especial importância à melhora das condições fiscais para fomentar a economia e o investimento público.

"Se o Brasil quer crescer a um ritmo de 4% ou 5% sustentado", disse, "tem que aperfeiçoar seu sistema tributário" para que lhe permita aumentar os investimentos em infra-estrutura, energia, logística e saneamento.

Além disso, apostou na expansão da capacidade exportadora e no avanço da competitividade da produção brasileira, assim como no desenvolvimento de um sistema de crédito que permita financiar o investimento a longo prazo.

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